Quem não participa da perícia, aceita o resultado
Por: Wes - 28 de Maio de 2026
"Perícia não é espectador: é atuação estratégica".
A perícia raramente é decidida apenas no laudo final.
Ela começa a ser construída:
- Nos quesitos apresentados (com qualidade técnica e direcionamento individualizado por caso);
- Quesitos “genéricos” com pouco ou nenhum direcionamento, podem comprometer as demais fases que se seguirão!
- Na condução técnica da diligência;
- Na capacidade de identificar inconsistências;
- E na atuação ativa durante todo o procedimento.
O problema é que muitas empresas ainda enxergam a assistência técnica como algo “protocolar” e sem importância.
Na prática, isso gera um risco enorme: aceitar uma narrativa técnica construída sem contraponto qualificado.
Quem participa da perícia influencia o ambiente técnico da discussão.
Quem se omite apenas reage ao resultado depois.
A perícia é um campo técnico — e ele pode (e deve) ser ocupado.
Conclusão:
- A perícia possui dinâmica técnica própria;
- A ausência de participação, cria espaço para interpretações desfavoráveis;
- O assistente técnico (em perícias médicas, insalubridade, periculosidade e cível/previdenciária) atua como agente estratégico em toda caminhada processual.